Não gosto de colocar títulos em meus poemas
De repente eu acordei.
E vi que vivi em um mundo de ilusões.
Sonhei demais, e o que eu queria se distanciou.
Sonho que agora não se tornará realidade.
Sonho, que se eu tivesse lutado.
Teria se tornado verdade.
Sonho esse.
Não sei dizer o que era.
Sonho esse.
Que se acabou.
Por ficar muito tempo em espera.
Não sou um suicida
Nem um depressivo.
Sou sim.
Apenas um arrependido
Arrependido de não ter lutado
Pelo o que eu queria
Arrependido de aquele simples sonho
eu não tenha buscado.
Cassiano de Souza
Escrito por Cassiano às 19h46
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A espera
Mais um dia, normal como todos os outros, da cama para o banho, do banho para o café, apenas uma coisa de diferente, férias. Liguei aquele computador, não sabia o que fazer, fiquei organizando alguns arquivos, coisas que eu não mexia há muito. Conectei-me a internet, mas não achava nada de interessante para fazer, apenas fiquei surfando, mais nada.
Olhava notícias, assistia vídeos, escutava músicas, e não sentia tudo completo, tinha algo faltando, falar com aquela pessoa, naquele instante, esperava, esperava, e nada, pensei, pensei e nada. Naquele tédio que parecia sem fim não sabia mais o que fazer.
Foi então que a pessoa que tanto esperava se conectou, fiquei ali, não sabendo se dava um mísero OI, pensei mais ainda e decidi dar OI, digitei as duas letras na janela, mas por algum motivo não tive coragem, mas aquilo não fazia sentido, medo do que? De dar um OI virtual? Não, aquilo não fazia sentido algum, mas não sei o que aconteceu naquele instante. Fiquei com aquela janela aberta, com aquele OI esperando para ser enviado, aquele OI singelo, um cumprimento qualquer. Quando decidi enviar as saudações meu dedo começou a se dirigir ao ENTER, foi quando olhei para cima e vi que a pessoa estava off-line, nada mais tinha a fazer agora, só esperar o próximo dia em que poderei dar aquele OI. Talvez o dia chegue, talvez não.
Cassiano de Souza
Escrito por Cassiano às 18h08
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No Teatro
Histórias no teatro. Ontem fui assistir ao espetáculo teatral "Bailei na Curva",(quem conhece sabe que é excelente)logo de início vem aquela gravação pedindo para serem desligados os celulares e afins, não atrapalhando as pessoas que vieram a assistir. Pois bem, ontem ocorreu uma cena inusitada:
Estava eu a assistir a peça quando ouço um celular tocar. Aí eu pensei:
- A pessoa vai desligar, o celular.
Mas não foi isso que aconteceu, a cuja pessoa, que não sei quem é, começou a conversar no celular dizendo que não podia falar no momento. Pôxa, se não podia, por que atendeu? E por que não colocou no silencioso?
Outros fatos citados a seguir não aconteceram ontem, mas sim em outras situações que já presenciei:
- Crianças chorando, ou debruçadas no palco.
- Gente conversando.
Eu fico pensando, será que a má educação das pessoas atinge o teatro ou é apenas a falta de hábito de ir a um local que deve ser respeitado como esse?
Cassiano de Souza
Escrito por Cassiano às 19h48
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